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O segundo semestre e o caos no tráfego pago

  • há 5 dias
  • 3 min de leitura

Quando um evento de escala global como a Copa do Mundo é realizado, o número de anunciantes nas plataformas como Meta ADS e Google ADS, por exemplo, dispara. São mais marcas querendo aparecer e mais verba circulando, o que gera mais disputa pelo mesmo espaço e pela atenção das mesmas pessoas.


O resultado? O leilão fica mais caro, o custo por clique sobe e o cliente que investe o mesmo valor de sempre começa a perceber que o resultado não está vindo na mesma proporção de antes. Pois é! É exatamente esse o cenário atual do tráfego pago durante a Copa do Mundo. 


Então, já temos um veredito: a culpada pela situação é a Fifa, que criou um problemão pra todo mundo. Certo? Eu queria muito que fosse simples assim, mas a realidade é outra. O que a Copa do Mundo fez, na verdade, foi colocar mais lenha em uma fogueira que já existia.

O amor pelo futebol custa caro


Pensa comigo: com uma audiência estimada em mais de cinco bilhões de pessoas, o maior torneio de seleções atrai um volume absurdo de marcas que querem surfar a onda. Uma boa parte delas têm a ver com o evento, mas outras tantas não têm qualquer ligação e mesmo assim querem aparecer.


Imagina essa combinação em um país como o Brasil, onde o futebol é um esporte com grande destaque nacional e todo mundo para durante os jogos para assistir as transmissões (inclusive quem não é torcedor)… Convenhamos, é uma excelente oportunidade para divulgar produtos e serviços. 


O reflexo é sentido diretamente nas plataformas de anúncios na internet e quem sofre são os gestores de tráfego pago - que precisam “rebolar” para fazer milagre (muitas vezes, com pouquíssima verba). Em épocas como essa, sinto dizer, é quase impossível resolver esse imbróglio.


Isso não é falha de gestão. É mercado. É comportamento. É o preço de existir no mesmo espaço que o evento mais assistido do planeta. Uma realidade que poderia ser passageira para os anunciantes brasileiros com “as melancias se ajeitando na carroça” após 19 de julho, mas não vai ser assim.


O efeito colateral continua no Brasil


Depois do Mundial, nosso país se prepara para as eleições gerais - onde os candidatos buscam vagas de deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente. Talvez, um cenário até mais acirrado que a própria Copa do Mundo. 


E para quem acha que vai ter uma janela de respiro entre agosto e setembro, está muito enganado. Alguns pré-candidatos já estão nas “ruas digitais” e o movimento vai se intensificar cada vez mais. Com um diferencial importante e que impacta diretamente nos anúncios de Meta ADS e Google ADS: candidatos não otimizam para conversão.


Eles querem volume, frequência, presença e têm verba para sustentar isso por semanas. Quando esse perfil entra em massa nas plataformas, o custo sobe para todo mundo: para quem vende produto, para quem anuncia serviço, para o varejo, para a indústria e por aí vai…


Para você entender: é como quando alguém com muito dinheiro entra num bairro e começa a pagar acima do preço pelos imóveis. O vizinho que só queria renovar o aluguel sente o impacto sem ter pedido para participar desse jogo. 



O segredo: criatividade e planejamento


Uma dica para passar por esse momento turbulento no tráfego pago? Planejamento! Um criativo que para o scroll, uma oferta que faz sentido para o momento, uma segmentação que encontra o público certo mesmo num ambiente saturado. Isso é o que separa campanhas que sobrevivem ao caos de campanhas que somem no meio do barulho.


 
 
 

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