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O que a queda de Maduro tem a ver com capital social?

  • Foto do escritor: voicecomunicacaomk
    voicecomunicacaomk
  • há 5 dias
  • 4 min de leitura

O ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro virou o assunto da semana e isso trouxe uma reflexão importante sobre algo que eu falo constantemente: “quem realmente está ao seu lado quando você mais precisa?”.


Robert Greene, em “As 48 Leis do Poder”, diz: “não construa fortalezas para se proteger. O isolamento é perigoso.”. Maduro ignorou isso com força ou não conseguiu ver de verdade.


O que eu vou escrever aqui não tem nada a ver com ideologia política e, sim, com o que o momento nos traz. Nicolás Maduro fez o que todo narcisista adora. Se cercou de bajuladores, criou uma bolha e acreditou que estava seguro. Não estava!


Tudo parecia estar dando certo e ele se sentia blindado. Mas como vimos, era só aparência. Quando precisou de apoio real, descobriu algo duro: ele tinha networking, mas não tinha capital social e o preço disso ficou claro. O exemplo de hoje é ele, mas olhe ao seu entorno e veja como esse biotipo se repete de forma clara todos os dias em várias escalas.


Diferença entre networking e capital social


De forma muito simples, vou explicar a diferença entre networking e capital social. Muita gente acha que estar cercado de pessoas significa segurança. Erro grave, pois isso não significa absolutamente nada.


Networking é aquele universo de pessoas que dizem gostar de você, comentam, aparecem nas fotos, mandam mensagens com “vamos marcar!” É bonito, é socialmente confortável, mas não é poder.


Capital social de verdade é outra coisa. Analise comigo algumas situações e você vai entender: quem liga quando percebe que você sumiu, quem atende você às 2h sem reclamar, quem defende seu nome quando você não está, quem aparece quando o problema estoura e não só quando tem vantagem…


Perceba a diferença: networking é quantidade. Capital social é lealdade e profundidade.


O capital social verdadeiro na prática


Um dos fatos que expõe claramente essa diferença é que depois do fatídico 11 de setembro mais de 50 países enviaram tropas para os EUA - não apenas por ser os Estados Unidos, mas por entenderem a importância de ter essa potência como aliada militar, comercial, geopolítica e estratégica. Esse é o momento em que o capital social se transforma em apoio que se traduz em ação.


Agora compare: os “aliados” de Maduro publicaram notas e discursos de apoio. Todas bem escritas, bonitas, educadas e diplomáticas, mas quantos desses aliados enviaram seus soldados à Venezuela? Zero.


Ou seja, apoio de fachada. O que parecia força era solidão. Bem… E o que isso revela a você? Talvez você tenha milhares de contatos no LinkedIn, vários grupos de WhatsApp, convites, likes e palmadinhas nas costas, amigos virtuais aos milhões...


Mas quando a vida aperta de verdade (e ela aperta), quem fica? Pense comigo: quando o casamento termina, quando um negócio quebra, quando o médico dá uma notícia ruim, quem está ali?


Eu sei! A resposta certamente revela uma verdade incômoda: quem confunde conexões com amizades estratégicas cai sozinho e Maduro é apenas um símbolo disso. O teste mais honesto sobre o seu capital social


Dica para fortalecer seu capital social


Quem atenderia você às 2h da manhã? Se poucos ou nenhum nome veio à sua cabeça, isso não é vergonha, é diagnóstico. E diagnóstico não deve assustar, mas orientar. Capital social não se improvisa na crise. Ele é construído ANTES, muito tempo antes. Sabe como? Com presença, respeito e reciprocidade.


E vou ensinar você a fortalecer seu capital social de verdade de forma simples:


- Apareça quando nada está em jogo. Quem só procura quando precisa, perde credibilidade.

- Ajude sem planilha de troca. A confiança nasce da generosidade, não da cobrança.

- Seja alguém previsível. Pessoas confiam em quem cumpre o que diz.

- Invista em poucas relações profundas. Superficialidade dá volume, profundidade dá futuro.

- Não se isole. Fortalezas protegem, mas também aprisionam.

- Faça movimentos desinteressados. Isso serve para demonstrar que você valoriza sem esperar nada em troca.


São ações cotidianas que impulsionam seu lado profissional, mas claramente dão base à sua vida pessoal e elas precisam estar conectadas. Ter networking é ótimo, mas não sustenta ninguém nos momentos críticos. Quem segura você é o seu capital social e inclua sua família nisso.


Como vimos com Maduro, quem constrói poder baseado em aparências pode até durar um tempo, mas cai. Sempre.

Reitero: esse texto nada tem a ver com posicionamento político. É uma visão bem simples da importância de ter um porto seguro e construir relações sólidas. Lembrando que você também é o capital social de alguém e que certamente você é o sustentáculo para muitas pessoas.


Hora de fazer seu exercício mão na massa


Se esse texto fez sentido, faça algo hoje, agora mesmo:


- Liste 5 pessoas que realmente importam na sua vida e nos seus negócios. Às vezes, eles são a mesma pessoa.

- Envie uma mensagem simples: pergunte como elas estão sem pedir nada. Apenas seja gentil e de forma honesta. Pronto! Conscientemente, você começou a construir o seu capital social.


Na vida ou nos negócios, tudo é baseado em relacionamento e eu considero essa a moeda mais valiosa do mundo. Uns darão certo, outros não. O que vale mesmo é ser correto, coerente com suas ações e estar atento ao que a vida proporciona.


Feliz ano novo!



 
 
 

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