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O que realmente acontece quando ninguém está olhando

  • 2 de abr.
  • 4 min de leitura

Existe uma pergunta silenciosa que ronda qualquer empresa. Ela não aparece no contrato social, não está na planilha de metas e nem na parede da sala de reunião. A pergunta é simples mas poucos empresários conseguem responder: qual é a cultura da sua empresa?


Não a que está escrita no site, mas a que realmente acontece no dia a dia. Porque cultura organizacional não é um quadro bonito pendurado em uma sala com palavras como excelência, inovação e compromisso.


Cultura é o que acontece quando o prazo aperta, quando o cliente reclama, quando alguém erra e quando alguém acerta. É o jeito de pensar, decidir e agir que define uma empresa. E isso vale tanto para gigantes globais quanto para uma agência em Chapecó.


Cultura não é discurso. É comportamento. O professor Edgar Schein, um dos maiores especialistas do mundo em cultura organizacional, define cultura como: “O conjunto de pressupostos aprendidos por um grupo ao resolver problemas de adaptação externa e integração interna.”


Traduzindo para a vida real: cultura é o jeito que a empresa aprendeu a resolver problemas e como ela se comporta no dia a dia. Se a empresa resolve tudo com medo, a cultura vira medo. Se resolve tudo com inovação, a cultura vira inovação. Se resolve tudo com improviso… Bem, tu já entendeu.


Cultura não é um departamento


Muitas empresas acreditam que têm cultura, mas na prática têm apenas uma decoração corporativa. Então, como identificar esse quesito de forma simples e prática? Algumas empresas entenderam que cultura não é um departamento.


É o sistema operacional da empresa. Ela precisa estar clara já no primeiro dia de trabalho de um novo colaborador. Se ele não entender isso, não serve para o seu negócio. Vamos olhar alguns exemplos.


A Netflix ficou famosa pelo seu documento chamado “Netflix Culture Deck”, considerado pelo Facebook como “um dos documentos mais importantes do Vale do Silício”.


A base da cultura deles gira em torno de um conceito forte: “Freedom and Responsibility” ou liberdade e reponsabilidade. Liberdade para decidir, responsabilidade para entregar. Isso significa menos regras e mais maturidade profissional.


A lógica deles é simples: se você precisa criar muitas regras, provavelmente contratou as pessoas erradas. Isso não quer dizer que as regras não são importantes. Elas são! Contudo, não faça delas um cárcere. Elas são diretrizes que norteiam o processo, mas não devem ser construídas sob a égide da imutabilidade. Tudo muda, tudo se transforma.


O Google estudou por anos o que faz equipes funcionarem melhor. O resultado foi o Projeto Aristotle, que analisou centenas de times. A descoberta mais importante: o fator número 1 de desempenho é a segurança psicológica. Ou seja: as pessoas precisam sentir que podem falar, errar, propor ideias e discordar sem medo.


Outro case, e talvez o mais relevante, seja a Amazon. Uma das grande bigtechs que talvez seja a empresa que leva cultura mais a sério na prática. O foco principal dos seus 16 princípios de liderança é que não basta saber o que fazer.


A cultura da Voice Comunicação


Agora, vamos trazer essa conversa para a realidade de uma agência que nasceu longe do Vale do Silício, mas muito perto de algo igualmente poderoso: a vida real das empresas. A cultura da Voice Comunicação não nasceu em um workshop de RH.


Ela nasceu em dias intensos de trabalho, em campanhas que precisavam funcionar de verdade, em clientes que confiavam suas marcas nas nossas mãos, em entender que cada um que compõe o time é um ser humano com vulnerabilidades, em saber estimular as ideias, em crer no potencial, em treinar o time, em dar espaço para que cada talento apareça de forma individual construindo o coletivo e em colocar metas claras.


A cultura da Voice foi construída com três ideias muito claras.


1. Propósito antes da vaidade


A primeira pergunta nunca é: “isso vai ficar bonito?”. A pergunta é: “isso vai funcionar para o cliente?”. Publicidade que não resolve problema é apenas decoração criativa.


2. Criatividade com responsabilidade


Ideia boa não é só a mais criativa. É a que resolve o problema, respeita o orçamento e gera resultado. Criatividade sem responsabilidade é só improviso elegante.


3. Relações antes de contratos (eu prezo imensamente por isso)


No mercado de comunicação existe algo mais valioso que campanhas: confiança. Clientes ficam quando existe confiança, as equipes crescem quando existe confiança e projetos funcionam quando existe confiança. Cultura, no final das contas, é um pacto invisível de confiança. Cultura não se escreve. Se pratica.


Uma empresa pode escrever 200 valores na parede, mas a equipe vai aprender observando três coisas:

  1. Como os líderes se comportam

  2. Quais atitudes são recompensadas

  3. Quais comportamentos são tolerados


Cultura se constrói todos os dias e ela aparece nas pequenas coisas:

  • Na forma de tratar um cliente

  • Na maneira de resolver um problema

  • Na forma como a equipe conversa entre si

  • Na decisão de fazer o certo mesmo quando ninguém está olhando


No fim das contas, cultura é uma pergunta simples que toda empresa deveria responder: quem somos quando as coisas ficam difíceis? Consegue responder? Então, a cultura da sua empresa existe. Empresas podem copiar estratégias, campanhas, processos… Mas existe algo impossível de copiar: a cultura.


Ela é construída lentamente, como uma identidade coletiva. E, talvez, a pergunta mais importante para qualquer empresário, gestor ou empreendedor seja: a cultura da minha empresa está acontecendo por acaso ou é construída de propósito?


Porque no final das contas, toda empresa tem uma cultura. Algumas são planejadas. Outras… Simplesmente acontecem.



 
 
 

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