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O ócio entre criar e ser criativo

  • Foto do escritor: voicecomunicacaomk
    voicecomunicacaomk
  • 19 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Você já viu algo em algum lugar na internet, em uma revista, na televisão ou no jornal e por um instante se perguntou: “Como alguém conseguiu ter uma ideia dessas?”. A verdade é que existe um abismo entre criar e ser criativo. Há fatores científicos, comportamentais e educacionais que explicam por que algumas pessoas parecem criar com naturalidade enquanto outras precisam de método, repertório e técnica.


No meio publicitário, essa divisão é ainda mais evidente: há quem seja naturalmente criativo e há quem, mesmo que não seja tão criativo assim, domina gatilhos cognitivos como ninguém. E existe um terceiro grupo: pessoas naturalmente criativas e que usam gatilhos cognitivos com precisão cirúrgica. Esses, meus caros, eu considero o topo da cadeia alimentar da publicidade e do marketing.


Mentiram para você quando disseram que nem todas as pessoas são criativas e eu explico o porquê. Você pode produzir uma enxurrada de campanhas, ações e conteúdos, mas talvez não seja tão criativo na hora de aplicar estratégias que atraem pessoas de forma simples, direta e emocional. Talvez o material seja visualmente impactante, mas frio. Talvez chame atenção, mas não gere conexão.


Por outro lado, você pode ser extremamente criativo - daquele tipo que constrói uma campanha completa de lançamento de produto com conceito impecável e elementos de encher os olhos -, mas pode faltar estratégia como definição de canais, leitura dos KPIs ou até entendimento do que a marca realmente quer comunicar.


Um exemplo claro disso é a avalanche de trends que vemos hoje. Muitas marcas querem seguir ou até criar suas próprias tendências. Muita criatividade, sim, mas frequentemente desalinhada do tom de voz e da identidade da empresa. É aí que surgem dúvidas como essa que recebo com frequência: “Ah, Kamy, mas como podemos ser criativos e assertivos?”. A resposta é simples: método!


A criatividade é como um músculo. Se você não exercita, ele atrofia.


Quer ser uma pessoa criativa? Exercite sua criatividade. E como exercitar a criatividade? Pelos caminhos mais simples (e inesperados): novos hobbies, músicas diferentes, filmes, cursos e, pasmem, até fazendo um caminho novo do trabalho para casa.


Observar a paisagem como um turista na própria cidade também ajuda a expandir o olhar. Estabelecer limites e se permitir ficar entediado é fundamental. O ócio permite que a mente vagueie, reorganize e conecte informações. Para completar esse combo, o estudo é um pilar essencial.


Entender quais gatilhos utilizar para cada sensação que você deseja provocar no seu público faz você romper barreiras e gerar resultados reais. A união de todos esses fatores leva a um trabalho impecável visualmente, impactante, que agrega valor e alcança retorno. Afinal de contas, é isso que move uma campanha.


 
 
 

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